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sábado, 14 de maio de 2016
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Energia deve subir 41% e gasolina, 9% em 2015, projeta BC - Revista Veja - 11/06/2015 às 10:11 - Atualizado em 11/06/2015 às 10:21
Em ata da última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central projetou uma alta significativa nos preços da energia elétrica e da gasolina neste ano. Segundo a instituição, o preço da energia deve subir 41%, acima da última estimativa feita em abril, de 38,3%. E os gastos com a gasolina devem ter um reajuste de 9,1%, abaixo do projetado na última avaliação, de 9,8%. Os dois componentes têm peso expressivo no cálculo da inflação. O documento, que foi divulgado nesta quinta-feira, se refere à reunião em que foi decidido o aumento da taxa básica de juros (a Selic) para 13,75%, o maior nível desde 2009, realizada no dia 3 de junho.
No texto, o Banco Central também reconhece que a inflação deve permanecer elevada ao longo deste ano e reforça a mensagem de que é preciso "determinação" e "perseverança" para combatê-la.
"Nesse contexto, conforme antecipado em notas anteriores, esses ajustes de preços fazem com que a inflação se eleve no curto prazo e tenda a permanecer elevada em 2015, necessitando determinação e perseverança para impedir sua transmissão para prazos mais longos", informou o documento, que se refere à última reunião do Copom, na qual foi decidido reajuste de 0,5% na taxa básica de juros (a Selic), que passou a 13,75%, o maior nível desde 2009.
Levando em conta o teor do discurso de batalha contra a inflação e a aceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio, a expectativa é que o BC volte a elevar a Selic na próxima reunião, em julho. A expectativa do mercado é que a taxa possa ultrapassar a marca de 14% até o final do ano.
Considerando que a inflação alta se restringirá a 2015, o Copom afirmou que espera um cenário de convergência da inflação para 4,5% (o centro da meta) em 2016. Apesar disso, a instituição voltou a ponderar que os "avanços alcançados" no combate a inflação até agora "ainda não se mostram suficientes".
O comitê também admitiu que a expansão da atividade econômica neste ano será "inferior ao potencial". "Em particular, o investimento tem se retraído, influenciado, principalmente, pela ocorrência de eventos não econômicos, e o consumo privado mostra sinais de moderação. Entretanto, para o Comitê, depois de um período necessário de ajustes, o ritmo de atividade tende a se intensificar, na medida em que a confiança de firmas e famílias se fortaleça", afirmou o documento.
Revista Veja - 11/06/2015 às 10:11 - Atualizado em 11/06/2015 às 10:21
Alexandre Tombini, presidente do Banco Central(Ueslei Marcelino/Reuters)
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Aneel aprova aumento de 83% para bandeira tarifária vermelha
Aneel aprova aumento de 83% para bandeira tarifária
vermelha
JULIA BORBA
DE BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
06/02/2015 09h58
A Aneel (Agência Nacional de Energia
Elétrica) aprovou preliminarmente o aumento de 83% para a bandeira tarifária
vermelha, que passa de R$ 3 a cada 100 kilowatt-hora (kWh) consumidos para R$
5,50 pela mesma quantidade utilizada.
As chamadas
"bandeiras tarifárias" tornam possível o ajuste mensal do preço da
energia elétrica, conforme elevação de gastos do setor.
A proposta
da agência é de que a nova fórmula comece a valer a partir de 1º de março.
Antes disso,
porém, o processo será submetido a um período de audiência pública entre 9 e 20
de fevereiro para "aprimoramentos".
Os valores
propostos podem ser alterados, mas dificilmente diminuídos, já que os custos
que serão levados em consideração pelas bandeiras tarifárias não serão apenas
os extraordinários com uso de usinas térmicas, como atualmente, mas todos os
gastos adicionais das distribuidoras em um determinado mês, como compra extra
de energia, chamada exposição involuntária.
Para a
bandeira tarifária amarela, o aumento aprovado inicialmente é de 66,7%,
passando de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos para R$ 2,50.
A faixa
verde segue o mesmo desenho do sistema em vigor e não deve trazer nenhum
aumento para os consumidores.
AUMENTOS
O
diretor-geral da agência, Romeu Rufino, destacou que, apesar de estar em vigor
apenas há dois meses, a norma precisou ser alterada porque foi pensada,
discutida e regulamentada em 2013.
"Devia
ter entrado em 2014, mas a data foi postergada para 2015 e a experiência em
administrar esses custos leva a esse aperfeiçoamento da bandeira", disse.
"Não
fosse esse incremento, a revisão extraordinária teria que incorporar parte
desses custos e a revisão ordinária também", completou.
Em outras
palavras, os aumentos que virão esse ano serão menores já que parte dos gastos
serão considerados pelas bandeiras.
Mesmo assim,
o reajuste médio extraordinário para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já
está estimada em 26%.
"Não é
a criação de um novo custo, [o aumento] reflete a elevação dos preços de
maneira mais apropriada", complementou Rufino.
Nesta
quinta, Eduardo Braga, ministro de Minas e Energia, havia garantido que o
aumento não seria superior a 50%.
Nos dois
primeiros meses deste ano a bandeira tarifária aplicada foi a vermelha, mais
cara.
Em 2014, a
bandeira vermelha também foi aplicada em praticamente todos os meses em todas
as regiões do país, exceto em janeiro, quando ela foi amarela para todas as
regiões. Em julho, a bandeira também foi amarela, mas apenas para a região Sul.
A
arrecadação máxima no ano pelo modelo atual das bandeiras tarifárias seria de
R$ 10,6 bilhões (mantendo o sinal vermelho ao longo de todo o ano). Com a
mudança proposta pela Aneel, a arrecadação pode chegar a R$ 17 bilhões em doze
meses.
"Vamos
dar uma boa notícia quando ela surgir. Não, não temos prazer em dar noticia
ruim. A Aneel aplica o regulamento", disse Rufino.
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/02/1586076-aneel-aprova-preliminarmente-aumento-de-83-para-bandeira-tarifaria-vermelha.shtml
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