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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Brasil estuda redes inteligentes para diminuir desperdício

Quinze de cada 100 quilowatts de energia elétrica produzida no Brasil se perdem entre a geração e o consumo. De acordo com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a proporção é mais do que o dobro da registrada em outros países (até 7%) e acima da oferta interna de energia com base em carvão, gás, petróleo e energia nuclear (que somam 14,4%, segundo o Balanço Energético Nacional).

 A perda de energia (causada principalmente pelo furto por meio de instalações irregulares, o chamado gato) motivou o CGEE a fazer um amplo estudo sobre o uso de redes inteligentes (ou smart grids, como são mais conhecidas em inglês) para gerenciamento da geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica. Até março, o centro publica estudo que identificará iniciativas no Brasil e no exterior para o desenvolvimento de tecnologia que monitore o funcionamento do sistema elétrico.

A tecnologia pode informar em tempo real, por exemplo, a ocorrência de pane e a eventual suspensão do fornecimento. “Quando cai a energia, seja lá por qual motivo, você liga para a concessionária. Pelo smart grid, isso passa a ser automático, não precisa ligar”, explica Ceres Cavalcanti, assessora do CGEE. Segundo ela, osmart grid melhora o serviço que é prestado pelas concessionárias. “Essas empresas conseguirão ter mais informação para poder prestar o melhor serviço ao seu mercado e a seus clientes”, defende a assessora.

Além das concessionárias, o uso de redes inteligentes permite que os usuários façam o controle do consumo diretamente. No futuro, quando houver tarifa diferenciada conforme o horário, os medidores domésticos informarão quanto está sendo gasto a cada momento e o valor das tarifas cobradas dando a possibilidade de o consumidor utilizar os eletrodomésticos em horário de tarifas mais baratas.

Outra possibilidade é tornar o consumidor credor do sistema. Quem captar energia solar em casa, por exemplo, poderá ter desconto nas tarifas, pois a rede inteligente identifica a geração doméstica de energia. “Imagina os consumidores passarem a ser pequenos geradores, vai ser um grande quebra cabeça. E aí talvez vai ter de mudar essa política de otimização [do consumo]. Esse passo não é tão rápido, porém extremamente possível”, prevê Ceres Cavalcanti destacando que “hoje, a informação do sistema elétrico é direcional. Com o smart grid, passa a ser bidirecional. O consumidor passivo passa a ser ativo e vai ter vários tipos de serviços”.

Fonte: ABRAVA

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Como escolher um aquecedor de água?

Como dimensionar a capacidade do aquecedor de água e evitar desperdício de energia?

Na hora de comprar o aquecedor, a especificação mais importante é a capacidade do aparelho, ou seja, saber quantos litros de água ele é capaz de esquentar a cada minuto
Aquecedores de passagem

Nestes aquecedores, a água é aquecida conforme passa pelo equipamento. Na hora de comprarmos o aquecedor, a mais importante especificação a que devemos estar atentos é a capacidade, medida em litros por minuto (l/min). Ou seja, quantos litros de água o aquecedor é capaz de esquentar a cada minuto.
Podemos encontrar no mercado desde aquecedores de 6 l/min até mais de 25 ou 30 l/min. Para sabermos qual utilizar, é importante contar quantos pontos o aquecedor atenderá e o qual é o consumo médio destes pontos.
Uma boa ducha, por exemplo, consome entre 10 e 12 l/min. Como a água que utilizamos é misturada com água fria, um aquecedor de cerca de 6 a 8 l/min atende bem uma ducha. Mas, se quisermos usar uma torneira simultaneamente, é interessante aumentar um pouco a capacidade do aquecedor, para algo na faixa dos 10 l/min.
Caso o aquecedor tenha de atender mais de um banheiro, devemos contar o número de pontos (chuveiros, torneiras e duchas higiênicas), somar o consumo e aí sim escolher o aparelho com a capacidade adequada. Por exemplo, para três duchas que possam ser usadas simultaneamente, é recomendável ter um aquecedor com capacidade de pelo menos 25 l/min.
Devemos lembrar também que esses valores são os mais usuais. Há no mercado, entretanto, duchas com capacidade de mais de 20 l/min. São aquelas duchas com forte intensidade e para aquecer toda essa vazão de água, aquecedores maiores são necessários.
Outra questão importante é o fator de utilização. Por exemplo, numa casa com três banheiros em que três chuveiros e três pias estejam ligados ao aquecedor de passagem, é bastante improvável que tudo isso esteja ligado ao mesmo tempo. Logo, para não sobrecarregar o sistema, podemos supor que apenas parte desses pontos serão usados ao mesmo tempo e, assim, um aquecedor menor será suficiente. Porém, se num dia específico tudo for ligado simultaneamente, provavelmente a água não aquecerá o suficiente.
Lembre-se, ainda, que aquecedores de passagem elétricos podem não ser capazes de atender vários ambientes ao mesmo tempo. Caso opte por modelos elétricos, você vai precisar de um aparelho para cada banheiro (atendendo chuveiro, torneira e bidê ou ducha higiênica) e mais outro para a cozinha.

Aquecedores de acumulação
Sejam eles elétricos, solares ou a gás, o funcionamento dos aquecedores de acumulação é semelhante: um reservatório de água quente vai suprir o consumo. Este sistema é indicado para locais em que haja um grande consumo concentrado em um horário específico do dia, como, por exemplo, no caso de vários banheiros serem usados ao mesmo tempo ou de haver uma banheira de grande capacidade. Nesses casos, os aquecedores de passagem podem não ser suficientes.
Até por serem equipamentos com maior capacidade e de custo mais elevado, é sempre bom contar com um especialista na hora da escolha do produto. Os melhores fornecedores contam com equipes especializadas para auxiliar o cliente.
Mas, basicamente, deve-se fazer a seguinte conta: quantas pessoas há na residência e quantos litros cada uma usa por dia. Em termos gerais, cada pessoa utiliza cerca de 45 litros de água quente numa casa e 60 litros num apartamento se o aquecedor for elétrico. No caso de aquecedores a gás, esse valor é cerca de 10% menor (devido ao seu maior poder calorífico) e no caso de aquecedores solares esse valor é cerca de 10% maior.
Logo, para uma casa com cinco pessoas, o aquecedor elétrico deverá produzir cerca de 225 litros de água quente por dia (5 pessoas x 45 litros por pessoa). No caso de um aquecedor a gás esse valor cai para 200 litros e, no caso do solar, atinge cerca de 250 litros.
Com esses números em mãos, já se pode escolher o aquecedor. Aparelhos de 150, 175, 200, 250 e 300 litros são bem comuns, mas existem outros tamanhos, que variam de 50 a 1000 litros. Para os exemplos acima, aquecedores na faixa dos 200 ou 250 litros são suficientes.
Na hora de aplicarmos a fórmula, devemos ainda verificar a existência de equipamentos especiais que possam alterar significativamente o consumo. Banheiras de grande capacidade demandam aquecedores maiores. Uma banheira de 200 litros de capacidade, por exemplo, demanda um aquecedor com capacidade de 100 litros a mais por dia.
Outro fator importante a ser levado em conta é que esses valores são médios para todas as regiões de Brasil. Nas regiões mais quentes, a necessidade de água aquecida é menor, a temperatura dos banhos é mais baixa e a água fria já corre a uma temperatura maior. Logo, nessas regiões, o consumo de água quente será certamente menor e o aquecedor não precisa de tanta potência. Consulte um fabricante sempre antes de escolher o modelo mais adequado para a sua casa.
 
Placas solares
Por fim, no caso de aquecedores solares, a questão é dimensionar a quantidade de placas. O cálculo deve ser feito conforme a fórmula acima para identificarmos quantos litros de água devem ser aquecidos.
Com o cálculo do volume feito, verifique a tabela dos fabricantes de placas solares. No mercado há dois modelos principais de placas: as de 1,42 m², com capacidade de 103 litros por dia, e as de 1,95 m², com capacidade de 104 litros por dia.
Portanto, no exemplo acima, em que precisávamos de 250 litros de água quente temos: 250 / 103 = 2,42 (considerando as placas de 1,42 m²). Ou seja, para essa residência adotaremos três placas coletoras de 1,42 m² cada uma, além de um reservatório complementar de 250 litros.
Novamente, como todas essas tecnologias vêm se desenvolvendo rapidamente, é sempre importante verificar com especialistas da área os tipos de aquecedores mais eficientes, econômicos e de menor impacto no meio ambiente e, a partir daí, realizar seu correto dimensionamento.

Fonte:  casaeimoveis.uol